27 de Novembro de 2009

The princess is sorrounded by knowledge

The Real Princess, Hans Christian Handersen
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'I have hardly closed my eyes the whole night! Heaven knows what was in the bed. I seemed to be lying upon some hard thing, and my whole body is black and blue this morning."
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[The Real Princess, de Hans Christian Andersen]
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Sempre bati o pé quando me diziam que o futuro dos livros está na Internet, que a próxima geração já não os lerá em papel, mas num ecrã de computador. Não me imaginava a ler livros aos quais não pudesse sentir o cheiro, folhear devagar as páginas.
Isto até hoje de amanhã ter aberto o meu e-mail profissional e ter descoberto uma coisa maravilhosa chamada Biblioteca Digital Mundial , da Unesco.
Para além de livros e ilustrações deliciosas de Hans Christian Andersen, citado em cima - e que por acaso descreve quase na perfeição o que me aconteceu esta noite, o que me acontece muitas noites -, há poesia, contos ocidentais e orientais, há artigos de filosofia, religião, ciências sociais, ciências naturais, matemática, tecnologia, história, geografia e uma panóplia imensa de livros digitais sobre artes plásticas, música, fotografia e até cinema.
O mais maravilhoso é que posso consultar tudo isto no trabalho, em casa, no café, sem ter que estar preocupada com o horário de fecho da bibioteca ou com a data de entrega dos livros requisitados. Sim, devo estar a tornar-me moderna. Seja lá o que isso for.
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26 de Novembro de 2009


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'I cover my eyes, still all I see is you'
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Ainda assim, correr...

Photobucket
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Há na intimidade um limiar sagrado,
encantamento e paixão não o podem transpor -
mesmo que no silêncio assustador se fundam
os lábios e o coração se rasgue de amor.
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Onde a amizade nada pode nem os anos
da felicidade mais sublime e ardente,
onde a alma é livre, e se torna estranha
à vagarosa volúpia e seu langor lento.
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Quem corre para o limiar é louco,
e quem o alcançar é ferido de aflição...
Agora compreendes por que já não bate
sob a tua mão em concha o meu coração.
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[Anna Akhmatova]
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25 de Novembro de 2009

We're all gonna be inside a boy

My Brightest Diamond
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dia 5 de Dezembro (não só, mas para o caso é este o dia que me interessa) esta menina vem pela primeira vez a Portugal para um concerto que, tenho a certeza, será imperdível.
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24 de Novembro de 2009

I can not forget

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'Promisse me you will remember
this love together today
We may have not tomorrow
It's not for us to say
Fate isn't kind to lovers
It breaks the hardest hearts
Promisse me you will remember
How good we are.
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Why do I find the sadness
Under your sweetest kiss
Destiny seems to whisper
It won't stay like this.
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Whenever we're together
I feel time standing still
I only know I love you
And I always will
If we should lose each other
Somewhere inside the dark
Promisse me you'll remember
How good we are. '
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[cantado por Harry Connick, letra de Carmine Coppola para The Godfather III]
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18 de Novembro de 2009

Ain't no sunshine when he's gone


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'Ain't no sunshine when she's gone. It's not warm when she's away. Ain't no sunshine when she's gone. And she's always gone too long anytime she goes away.'
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17 de Novembro de 2009

La Strada, de Federico Fellini


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o amor não é fácil, nem sequer explicável. mas às vezes tudo o que precisamos é de uma palavra. uma palavra apenas que nos diga que apesar de sermos feias, não sabermos cozinhar, nem sequer cantar ou dançar bem, somos amadas. aí saberemos que temos um lugar no mundo e a música e a caminhada poderão continuar...
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16 de Novembro de 2009

Let's get party!

Papabubble
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a Papabubble, a maravilhosa loja de caramelos artesanais de Barcelona, chega a Lisboa no próximo fim-de-semana. fica na Rua da Conceição, 117-119, que é o mesmo que dizer na Rua das Retrosarias, no coração da baixa lisboeta. se for tão incrível como a de Barcelona acho que vou passar a ir mais vezes a Lisboa só para ficar horas debruçada no balcão, de olhos arregalados e mãos estendidas, a ver como se fazem os rebuçados e à espera que no final sobrem alguns para mim.
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Como detesto revistas cor-de-rosa pós modernas e feministas!

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'Já não se morre de amor nos nossos dias. E os casais que se amam não vivem exclusivamente um para o outro. O amor romântico continua nas salas de cinema e é tema de romances literários, mas está cada vez mais ausente das relações amorosas modernas. Imaginado e por vezes sonhado pelos mais jovens no princípio da adolescência, na prática o amor romântico tem os dias contados.', escreveu a jornalista Júlia Serrão na revista Máxima.
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é provável que afinal, e apesar do bilhete de identidade marcar 26 anos, eu esteja ainda na adolescência, porque tenho a certeza que ainda se morre de amor nos nossos dias. quando chegar o dia em que já mais ninguém morrer de amor é porque pura e simplesmente o amor morreu. espero não estar cá para ver esse dia chegar.
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13 de Novembro de 2009

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'art washes away from the soul the dust of everyday life', Picasso
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[lido numa parede da baixa escura e linda linda do Porto]
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A história de como o teu corpo no meu muda as leis da física

Alice Lemarin
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era noite outra vez e eu não dormia há cinco dias. lembro-me de ter finalmente chorado de cansaço ao encontrar-te. acho que foi aquele abraço que me acalmou. ainda assim, quando me deitei na tua cama, o corpo ainda a tremer, o coração que continuava na garganta, não acreditava que pudesse finalmente dormir. continuavam os mesmos problemas, as angústias eram iguais. fechei os olhos, deixei-te na secretária em frente entretido com um jogo qualquer de computador, decidida a enfrentar os meus medos. és adulta, pensei, pára de te comportar como se tivesses 10 anos e um medo terrível do bicho papão. acho que me abandonei ao sono uns instantes. mas tudo dentro de mim continuava agitado. acordei uma hora depois, talvez um pouco mais, contigo a deitares-te ao meu lado. tenho ainda a garganta num nó, não vou conseguir dormir, disse-te. abraçaste-me então num aperto sôfrego, senti todo o peso do teu corpo em cima do meu e subitamente fiquei mais leve. passados alguns minutos estava a dormir profundamente. acordei 10 horas depois com o meu corpo ainda entrelaçado no teu.
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É por estas e por outras que compro sempre o Público à sexta-feira

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'Quando o trabalho é prazer, a vida é uma grande alegria. Quando o trabalho é dever, a vida é escravidão.'
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[Máximo Gorki]
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11 de Novembro de 2009

Guilty of loving you


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is it a sin, is it a crime
loving you dear like i do
if it's a crime, then, i'm guilty
guilty of loving you
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maybe i'm wrong dreaming of you
dreaming the lonely night through
if it's a crime, then, i'm guilty
guilty of dreaming of you
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what can i do?
what can i say?
after i've taken the blamey
you say, you're through
you'll go your way but i'll always feel just the same
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maybe, i'm right, maybe i'm wrong
loving you dear like i do
if it's a crime, then, i'm guilty
guilty of loving you
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[Guilty, Yann Tiersen]
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5 de Novembro de 2009

Retirar-te do teu litoral, louco por arder*

Koltsova Ekaterina
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. . . . . Vou recomeçar oh não feches os olhos deixa-os abertos para que eu olhe talvez a sombra de um gato e eu era pequeno perseguindo outro gato talvez as mãos entre duas folhas um gosto solar na língua esta noite entre as pernas o ritual não será lábio a lábio nas paredes húmidas dos flancos introduzirei uma pequena variante oh bem pequena repara nesta agulha cravá-la-ei devagar nesses olhos onde contemplo.
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[*título e poema de Eugénio de Andrade]
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4 de Novembro de 2009

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queria fazer do amor um espaço que me ocupasse inteira.
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2 de Novembro de 2009

Fúria de Viver

Photobucket
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'Mas nessa altura dançavam pelas ruas fora, quais fantoches febris, e eu trotava atrás deles, como toda a vida fiz no encalço das pessoas que me interessam, porque as únicas pessoas autênticas, para mim, são as loucas, as que estão loucas por viver, loucas por falar, loucas por serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, as que não bocejam nem dizem nenhum lugar-comum, mas ardem, ardem, ardem como fabulosas grinaldas amarelas de fogo-de-artifício a explodir, semelhantes a aranhas, através das estrelas e, no meio, vê-se o clarão azul a estourar e toda a gente exclama: «Aaaah!»'
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[Pela Estrada Fora, de Jack Kerouac]
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*Título e fotograma de Rebel Without a Cause, de Nicholas Ray
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30 de Outubro de 2009

Pede-me coisas

O Sangue
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'- temos tempo?
- eu guardo-te, coso-te a camisola.
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(...)
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- pede-me.
- não sei.
- pede-me coisas.
estás a tremer. mais perto. mais. mais.
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nunca mais vamos ter uma noite assim. fico com o corpo mole, dormente.
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(em todas as ruas te perco, em todas as ruas te encontro).'
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[O Sangue, de Pedro Costa]
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29 de Outubro de 2009

Pedro Costa ou a experiência do cinema

Pedro Costa

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o auditório da Fundação de Serralves estava cheio à sua espera. Ele entra com Jeanne Balibar, a actriz do seu filme, e com João Fernandes, director da fundação. traz uns olhos perscrutadores, olha para a sala como se a quisesse devorar, talvez à procura do plano certo. traz também uma cara fechada, há algum sofrimento de O Sangue nos seus lábios comprimidos, nos braços cruzados.
apenas Jeanne e João falam. Pedro Costa, a estrela emergente em Portugal, não diz uma palavra, não esboça sequer um sorriso.
essa atitude de escuta vai sentir-se daí a minutos em Ne Change Rien, a sua nova produção em ante-estreia nacional na Festa do Cinema Francês. um filme que é um documentário peculiar sobre Jeanne Balibar, a misteriosa actriz e cantora francesa, musa de Jacques Rivette. no filme, a preto e branco, mais sombras do que luz, sombras poema, há esse mesmo olhar perscrutador de Pedro Costa. ele é o espectador e por isso a câmara não se move, há planos fixos, personagens que entram e saem. ele fica apenas a escutar a voz da cantora, a ver a forma como ela pega no cigarro, como ela fecha os olhos à procura do ritmo certo durante dois, cinco, dez minutos. não há pressas, apenas a intenção de captar algo que vai para além do superficial. Pedro Costa não é para se ver todos os dias, a beleza dos seus filmes seria capaz de destruir-nos, mas é uma das experiências mais elevadas que se pode ter dentro de uma sala de cinema.
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A poesia de Pedro Costa


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[Ne Change Rien, de Pedro Costa]
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todas as distâncias se resumem aos metros que separam a minha boca da tua.
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26 de Outubro de 2009

Love is all, love is you


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Ah, because the world is round it turns me on. Because the world is round. Ah, because the wind is high it blows my mind. Because the wind is high. Ah, love is old, love is new. Love is all, love is you. Because the sky is blue it makes me cry. Because the sky is blue. Ah, ah, ah, ah.
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25 de Outubro de 2009

O meu coração é dourado. O que me vais dar por ele?*

The Hottest State
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'eu queria dizer-lhe que a amava. amava tudo nela. a forma como ela me fazia sentir, mesmo quando eu estava miserável. amava a forma como ela comprava um vestido, a forma como ela fazia amor na casa de banho, a forma como ela comia chocolate. amava a mãe dela, mesmo quando estava bêbeda, as cartas que o pai lhe enviava. amava cada pensamento que ela tinha.
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(...)
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'sabes do que sentes mais falta quando estás separado de alguém que amas? é de acordar com o calor dessa pessoa ao teu lado. depois de sentires esse calor, acordar sem ele torna-se num inferno.'
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[The Hottest State, de Ethan Hawke]
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23 de Outubro de 2009

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podes estar rodeada de amigos, amar e ser amada.
mas cairás sempre sozinha.
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21 de Outubro de 2009

Como se passa de odiado a adorado num acorde ou a história de como sou terrivelmente sentimentalóide

Chuck
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achava-o parvo, infantil, terrivelmente aborrecido, com fios e botões verdes a mais. não tinha - não tenho ainda, acho - a mínima paciência para séries com protagonistas que têm poderes especiais. mas bastou passar acidentalmente pela RTP2 e ouvir a tocar na dita cuja a Fake Empire, dos National, quase logo seguida da Skinny Love, do Bon Iver para ficar totalmente rendida. sou de uma facilidade assustadora.
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Como alumiar a escuridão da chuva

Hansel & Gretel
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fugir a correr do trabalho com o meu novo e berrante guarda-chuva cor-de-rosa choque, enfiar-me em casa, abrir uma garrafa de vinho tinto só para mim, acender a lareira, o forno, a televisão e o computador, ignorar isto tudo e pegar em pequeninos pedaços de papel e construir flores, pássaros, estrelas e corações em origami. quem disse que o Outono tem que ser triste?
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[Imagem: fotograma do filme Hansel & Gretel, de Pil-Sung Yim]
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19 de Outubro de 2009

O amor de Agnès Varda em Serralves


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Les Plages d'Agnès abre amanhã a 10ª Festa do Cinema Francês, no Porto. A sessão é em Serralves e eu hei-de lá estar.
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Sobre a tua falta de coragem para dizer 'cabrão' bem alto e fechar a porta

The Shawshank Redemption
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'Fear can hold you prisoner.
Hope can set you free'
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[The Shawshank Redemption]
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mas como se afasta o medo?
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14 de Outubro de 2009

Opção liberdade!

Trainspotting
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'A sociedade inventou uma lógica espúria e retorcida para mudar à força as pessoas cujo comportamento não está de acordo com os padrões vigentes. Imagine-se que eu conheço todos os prós e contras, sei que vou ter uma vida curta, estou no meu perfeito juízo, etc. e tal, mas ainda assim quero chutar cavalo. Os gajos que me deixem. Os gajos não me deixam, porque veriam nisso um sintoma do seu próprio falhanço. O simples facto de um tipo decidir rejeitar o que eles têm para oferecer. Opta por nós. Opta pela vida. Opta pelos empréstimos sobre hipotecas; opta pela máquinas de lavar roupa; opta pelos carros; opta por te sentares num sofá a ver programas de televisão que te anestesiam a inteligência, enquanto vais enfiando comida de plástico pelas goelas abaixo. Opta por apodreceres aos poucos num lar para velhos, a mijares-te e a borrares-te nas cuecas, uma autêntica vergonha para os cabrões de filhos egoístas e boçais que puseste no mundo. Opta pela vida.
Pois bem, eu opto por não optar pela vida. Se isso lhes faz comichões, o problema é deles, foda-se. Como diz o Harry Lauder, eu só pretendo continuar assim até ao fim da estrada...'
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[Trainspotting, de Irvine Welsh]
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8 de Outubro de 2009

Do que se faz o caminho da felicidade


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Um cantinho
Um violão
Este amor
Uma canção
Pra fazer feliz
A quem se ama.
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Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado
O redentor
Que lindo!
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Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama.
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E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você
Eu conheci o que é felicidade
Meu amor
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[Corcovado, Tom Jobim com Elis Regina]
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2 de Outubro de 2009

Porque todos os meus passos vão dar a ti

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é verdade que consigo afastar-me de ti,
fechar a porta, dizer adeus,
passar um dia, dois, três sem te ver.
mas não quer dizer que não chore.
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